Dá pra escolher um psicoterapeuta?

Dá sim e para algumas pessoas isso acaba sendo necessário.

Como já mencionei em outros artigos, há certa frequência em ouvir dos pacientes e de outras pessoas, casos, pérolas e até aberrações acerca da atuação de alguns profissionais de saúde mental. Não vou criar um dez passos pra selecionar seu psicoterapeuta, psicanalista ou psiquiatra ou seja lá o que for, pois isso seria absurdo também, então vou me limitar a tentar ajudar a pensar em alguns pontos acerca dessa escolha. Há, de fato, algumas coisas bastante simples que podem facilitar.

O primeiro passo, é se dispor a encontrar alguém para lhe ouvir. Ouvir é bem diferente de concordar com aquilo que você diz. O profissional poderá lhe pedir para esclarecer uma contradição que você nunca percebeu que existia, por exemplo, o que pode resultar em algum embaraço para algumas pessoas.

Você não está procurando um juiz, então, considere que não está lá para ser julgado. Mas, considere, avalie também se você está mesmo sendo julgado ou se não está tentando se defender de algo sem saber a razão.

O tempo da conversa precisa ser minimamente suficiente. Não consigo imaginar uma consulta de cinco minutos servindo para diagnosticar aquilo que é sintoma de uma vida inteira. É mais ou menos como querer falar de um rio inteiro só pela amostra colhida onde ele desemboca. E convenhamos… uns minutos de conversa sempre serão pouco diante do tempo que você já viveu sua vida.

O diagnóstico pode facilitar algumas direções e alguns passos para alguns tipos de tratamento mas nunca irá dizer tudo sobre você e às vezes pode dizer nada. Tratamento em saúde mental não tem como seguir um padrão de procedimentos como o de consertar um carro, fazer uma reforma ou uma cirurgia, pois se trata de lidar com a história de um sujeito.

Em suma, o tempo precisa ser suficiente pra você e a conversa lhe dar alguma sensação de conforto e acolhimento, são alguns pontos breves para saber se encontrou um profissional adequado para você. Na dúvida, leve primeiramente o incômodo ao profissional que lhe atende. Você pode tentar encontrar outro profissional para conversar, se informar melhor, talvez até tirar alguma dúvida. Às vezes é preciso procurar mais de uma vez para encontrar onde dar certo.

 

Todavia, um outro alerta. Nem todo desencontro é por culpa dos profissionais. Há casos com os quais um bom psicoterapeuta ou psiquiatra não poderão compactuar, parecendo para seus pacientes, pessoas ruins, quando na verdade estão fazendo “males” necessários. Sempre há singularidades em cada um dos casos, inclusive a possibilidade de um paciente querer encontrar alguém que lá no fundo, se disponha a um acordo silencioso de não tocar na ferida para fazer um tratamento (falso) em banho maria.

 

Bem, por enquanto é isso. Caso queira ler mais sobre o assunto, há alguns links linhas abaixo. E se gostou da leitura, não se esqueça de curtir e compartilhar. Poste também sua mensagem, pois curtir, compartilhar e comentar ajudam a delimitar os assuntos para serem trabalhados aqui.

Obrigado pela leitura e até a próxima!!


Sugestões para leitura:

Reeditado em 19 de novembro de 2017 às 15h45

Uma resposta para “Dá pra escolher um psicoterapeuta?”

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