E para que servem os remédios e a psicoterapia? Qual o melhor?

Eventualmente (mas com certa frequência) surgem dúvidas relacionadas a tomar remédios seja para ajudar a dormir, não ficar ansioso, não ter crises de pânico ou, se o melhor é fazer psicoterapia. Há dúvidas até mesmo, se um tratamento é ou não, melhor que o outro.

Os remédios servem para uma série de sintomas e possuem mecanismos que também podem variar. Quando um psiquiatra prescreve, leva em consideração esses aspectos e também, efeitos de combinações entre fármacos (afinal, um mesmo paciente pode precisar de vários psicotrópicos ou, também, tratar outras doenças, como hipertensão ou diabetes). Alguns dos sintomas que podem ser diminuídos com medicações, são a insônia e a ansiedade (incluindo as crises de pânico), o que costuma ajudar a pessoa descansar e recuperar um pouco as energias ou, para retomar sua rotina de uma forma mais suportável; no caso de depressões, os remédios podem servir como certa “injeção de ânimo” para retomar algumas atividades.

Mas melhorar sintomas não quer dizer que as coisas dentro da mente terão se resolvido. O tempo de cada pessoa para lidar e se “resolver” com uma situação varia bastante. Ainda que a pessoa tome remédios, isso não quer dizer que ela se livrou das “dores da alma” (ou psiquê, como queira). Esse tipo de dor, combinada a aspectos fisiológicos (como aumento de tolerância a alguns fármacos), pode reaparecer cedo ou tarde, inclusive, inviabilizando algum remédio ou medida que a pessoa adota para evitar o que a incomoda.

Vamos dizer assim, que aquilo que perturba a cabeça das pessoas, fica ali num modo stand-by, parecido com quando você desliga seu celular. Ainda que esteja desligado, algumas funções do aparelho continuam. Nesse caso, o reaparecimento de sintomas ruins do estado mental é mais ou menos parecido com seu celular ligar sozinho depois de um esbarrão em alguma coisa ou outra, talvez sem que você perceba claramente como e quando foi.

A psicoterapia e o tratamento psiquiátrico caminham paralelamente. Há quem não precise de remédio (e muitas pessoas, diga-se de passagem), mas quando elas precisam, também não podem deixar de lado que as causas do mal-estar precisam ser ouvidas com todo um cuidado. Isso pode aumentar a sensibilidade, trazer à tona coisas supostamente “esquecidas” mas, que na verdade, só estão pedindo para sair do lugar onde estão.

Entre tratamento psicológico e psiquiátrico, não há um melhor. Há indicações para cada caso a serem pensadas e repensadas em cada encontro com os profissionais, com a participação óbvia e necessária do próprio paciente.

Uma resposta para “E para que servem os remédios e a psicoterapia? Qual o melhor?”

Deixe seu comentário ou entre em contato comigo!!!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.