Ansiedade

A ansiedade não é um traço de personalidade e sim, um sintoma. Sintoma, por sua vez, diz respeito a algo que uma pessoa sente em relação a algo que acontece seja subjetivamente, organicamente ou, funcionalmente.

Noutras palavras, a ansiedade é um sintoma de que algo está acontecendo com a pessoa, mas que nem sempre ela sabe bem o que é.

Ansiedade pode estar relacionada a questões pontuais e bastante claras, como:

  • vésperas de uma cirurgia;
  • vésperas de provas (final de ano, vestibular, CNH e outras);
  • um encontro importante.

Nesses casos você deve imaginar que a ansiedade não é um problema e, de fato, não é. Contudo, a coisa deve ser encarada com mais cautela (e até como doença) na medida em que os sintomas se agravam, seja em intensidade, duração e reincidência, que por sua vez podem estar associados a outros sintomas como:

  • dificuldade para respirar;
  • batedeira no peito;
  • euforia (vontade de sair correndo desesperadamente, se mexer muito, ter que sair do lugar onde está de qualquer maneira ou de se agitar muito mesmo);
  • medo de morte iminente;
  • preocupação excessiva e muito antecipada a coisas que podem acontecer (preocupação excessiva com algum evento distante semanas à frente, por exemplo);
  • insônia (pode incluir sono ruim com pesadelos);
  • dificuldade de concentração;
  • mal estar inespecífico.

A ansiedade vai ter suas causas e sintomas específicos para cada pessoa. Como consequência, o tratamento também deverá ser específico, à começar do diagnóstico. Essa fase diagnóstica implica no profissional ouvir mais sobre a história do paciente com o objetivo de:

  • estabelecer um vínculo com o paciente;
  • conhecer mais sobre essa ansiedade relatada e como o paciente lida com ela;
  • saber sobre e como essa pessoa lida com a própria vida.
  • estabelecer um diagnóstico sobre o que causa essa ansiedade, bem como um prognóstico;
  • pensar em formas de tratamento possível e discuti-las com o paciente, inclusive podendo haver a necessidade de um diagnóstico diferencial de alguma outra patologia, em alguns casos.

Como digo e reforço, a ansiedade não é traço de personalidade, tem tratamento e cura. Você não precisa conviver com isso pela vida toda e nem com as perdas implicadas, entretanto, é a você que sofre que cabe buscar ajuda. Nem todos os casos de ansiedade são para tomar remédio e o objetivo é que a pessoa que precise, melhore e possa deixar essas medicações gradativamente.

Quanto mais demorada é a procura por tratamento de ansiedade, maior o risco de agravamento, podendo ela evoluir para estados depressivos, colaborar para acentuar ainda mais manias, fobias e também para a síndrome do pânico.

Ou seja:

  • – quanto maior a demora em procurar tratamento para saúde mental, maiores as chances de um problema se associar à ansiedade e vice-versa;
  • – quanto maior a demora em tratar a ansiedade, maior a chance desse tratamento também requerer um suporte psiquiátrico.

Ansiedade e medicação

Como disse, nem todo tratamento de ansiedade implica em medicamentos, ou seja, nem sempre é necessário um acompanhamento psiquiátrico.

O uso de remédios tem por finalidade única e exclusiva amenizar, diminuir os sintomas ao ponto em que consiga minimamente retomar algumas atividade cotidianas. Não é interessante o “desaparecimento completo” dos sintomas, pois isso dificulta o tratamento de tal forma, que a pessoa corre o risco de desenvolver algum outro tipo de sintoma.

Isto é:

Se a pessoa deixar de sentir completamente o que sentia em relação a uma determinada situação, ficará muitíssimo difícil ouvir e trabalhar o que até então estava acontecendo. Isso significa que a pessoa passará por cima de um ponto conflitante ainda mais vezes, o que poderá fazer com o que era um sintoma em um lugar, passe a se manifestar noutro, o que inclui a possibilidade de desenvolver doenças físicas de vários tipos.

Ansiedade requer uma escuta adequada para ser devidamente tratada e isso só pode ser feito através de psicanálise ou de psicoterapias. Só tomar remédios não vai resolver e, lidar com ela como se fosse um traço de personalidade só vai trazer um acúmulo maior de prejuízos.

Aliás, tratar ansiedade como traço de personalidade pode ser se conformar com algo que não é normal e que tem tratamento, um tratamento que implica em você falar, pensar e repensar sua vida em profundidade junto a um profissional habilitado.

Você é ou acha que é ansioso? Venha conversar!!

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2 respostas para “Ansiedade”

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