Ansiedade e síndrome do pânico

Taquicardia, palpitações, sensação de morte iminente, vontade de sair correndo. Esses são alguns dos sintomas relatados por alguém que sente ansiedade ou síndrome do pânico. Dificilmente a pessoa vai conseguir associar uma crise com algum evento, mas numa análise, os desencadeadores vão aparecendo.

A ansiedade não é um traço de personalidade, mas a pessoa pode estar tão acostumada com ela, que pode considerar isso normal. Esse “normal” diante do que toca o sujeito sem que ele próprio se dê conta conscientemente é que costuma dar lugar à piora de sintomas, culminando nas crises de pânico, formas mais extremadas da ansiedade.

Casos assim, quando mal cuidados podem acarretar em isolamento (já que a pessoa tenta evitar lugares ou situações onde já teve ou pensa que vai ter a crise) e até depressão (pois esse sujeito literalmente deixa de viver a vida para viver a doença).

A remissão das crises de pânico ou a cessão da ansiedade não significam que a pessoa está completamente curada, pois ela pode ter que se haver com outras questões que a deixaram de tal forma.

A medicação não é imprescindível e é esperado do tratamento psicanalítico ou psicoterápico, que a pessoa deixe-as gradativamente, conforme avaliação médico-psiquiátrica. O remédio sozinho só ajuda a manter a pessoa na condição em que está, ou seja, de sofrimento.